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Em conformidade com:

acesso à informação

Decreto Municipal

 

DECRETO Nº 882 DE 20 DE OUTUBRO DE 2020

 

“Dispõe sobre o acesso a informações,
previsto na Constituição da República, e
estabelece outras providências”.

 

O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE GUANAMBI, ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições legais, 

 

D E C R E T A: 


 
Art. 1º. O acesso à informação pública garantido no inciso XXXIII do art. 5º e no inciso II do § 3º do art. 37 e § 2º do art. 216 da Constituição da República, se dará, no âmbito da administração direta e indireta do Poder executivo Municipal de Guanambi, segundo o disposto neste Decreto e em consonância com a Lei              nº 12.527/2011, que dispõe sobre o acesso as informações perante o Poder Público Municipal. 
 


Art. 2º. Fica criado o Serviço de Informações ao Cidadão – SIC, no Município de Guanambi garantindo o direito de acesso à informação, que será proporcionado mediante procedimentos objetivos e ágeis, de forma transparente, clara, e em linguagem de fácil compreensão. 
 
§ 2º. A Controladoria Interna Municipal compete orientar e fiscalizar a prestação do SIC, bem como, divulgar ao cidadão os procedimentos para acesso as informações. 
 
Art. 3º. Fica criada a Comissão de Avaliação de Informações – CAI, com objetivo de esclarecer dúvidas e qualificar informações ou documentos como sigilosos tendo como integrantes: 
 

Presidente: Anderson Ribeiro dos Santos    

Membro: Handrya Gabrielli Gomes Castro    

Membro: Naíla Chaves Cardoso 
 

Art. 4º. O Serviço de Informações ao Cidadão – SIC, terá o objetivo deI – atender e orientar o público quanto ao acesso à informação; 
 
II – informar sobre a tramitação de documentos nas unidades; e  
 
III – receber e registrar pedidos de acesso à informação. 
 


Parágrafo único. Compete ao SIC: 
 
I – o recebimento do pedido de acesso e, sempre que possível, o fornecimento imediato da informação; 
 
II – o registro do pedido de acesso em sistema eletrônico especifico e a entrega da número do protocolo, que conterá a data de apresentação do pedido; e 
 
III – o encaminhamento do pedido recebido à unidade responsável pelo fornecimento da informação ao SIC, quando couber. 


 
Art. 5º. Qualquer pessoa, natural ou jurídica, poderá formular pedido de acesso à informação. 
 
§ 1º. O pedido será apresentado em formulário padrão, disponibilizado em meio eletrônico ou físico, no sítio na Internet e no SIC. 
 
§ 2º. O prazo de resposta será contado a partir da data de apresentação do pedido ao SIC. 
 
§ 3º. É facultado ao SIC o recebimento de pedidos de acesso à informação por qualquer outro meio legítimo, como correspondência eletrônica ou física, desde que atendidos os requisitos do art. 6º. 
 
§ 4º. Na hipótese do § 3º, será enviada ao requerente comunicação com o número de protocolo e a data do recebimento do pedido pelo SIC, a partir da qual se inicia o prazo de resposta. 


 
Art. 6º. O pedido de acesso à informação deverá conter: 
 
I – nome do requerente; 
 
II – número de documento de identificação válido; 
 
III – especificação, de forma clara e precisa, da informação requerida; e  

IV – endereço físico e eletrônico do requerente, para recebimento de comunicações ou da informação requerida. 


 
Art. 7º.  Não serão atendidos pedidos de acesso à informação: 
 
I – genéricos; 
 
II – desproporcionais ou desarrazoados; ou  
 
III – que exijam trabalhos adicionais de análise, interpretação ou consolidação de dados e informações, ou serviço de produção ou tratamento de dados que não seja de competência do SIC. 
 
Parágrafo único. Na hipótese do inciso III do caput, o SIC deverá, caso tenha conhecimento, indicar o local onde se encontram as informações a partir das quais o requerente poderá realizar a interpretação, consolidação ou tratamento de dados. 
 


Art. 8º. São vedadas exigências relativas aos motivos do pedido de acesso à informação. 


 
Art. 9º. Recebido o pedido e estando a informação disponível, o acesso será imediato. 
 
§ 1°. Caso não seja possível o acesso imediato, o SIC deverá, no prazo de até vinte dias: 
 
I – enviar a informação ao endereço informado; 
 
II – comunicar data, local e modo para realizar consulta à informação, efetuar reprodução ou obter certidão relativa à informação; 
 
III – comunicar que não possui a informação ou que não tem conhecimento de sua existência; 
 
IV – indicar, caso tenha conhecimento, o responsável pela informação ou que a detenha; 
 
V – indicar as razões da negativa, total ou parcial, do acesso. 


 
§ 2°. Nas hipóteses em que o pedido de acesso demandar manuseio de grande volume de documentos, ou a movimentação do documento puder comprometer sua regular tramitação, será adotada a medida prevista no inciso II do §1°.  


§ 3°. Quando a manipulação prejudicar a integridade da informação ou do documento, o SIC deverá indicar data, local e modo para consulta, ou disponibilizar cópia, com certificação de que confere com o original. 
 

§ 4°. Na impossibilidade de obtenção de cópia que trata o § 3°, o requerente poderá solicitar que, às suas expensas e sob supervisão de servidor público, a reprodução seja feita por outro meio que não ponha em risco a integridade do documento original. 


 
Art. 10. O prazo para resposta do pedido poderá ser prorrogado por dez dias, mediante justificativa encaminhada ao requerente antes do término do prazo inicial de vinte dias. 


 
Art. 11. Caso a informação esteja disponível ao público em formato impresso, eletrônico ou em outro meio de acesso universal, o SIC deverá orientar o requerente quanto ao local e modo para consultar, obter ou reproduzir a informação. 


 
Art. 12. A busca e o fornecimento da informação são gratuitos, ressalvada a cobrança do valor referente ao custo dos serviços e dos materiais utilizados, tais como reprodução de documentos, mídias digitais e postagem. 
 
§ 1°. A reprodução de documentos ocorrerá no prazo de dez dias, contado da comprovação do pagamento pelo requerente. 
 
§ 2°. Está isento de ressarcir os custos dos serviços e dos materiais utilizados aquele cuja situação econômica não lhe permita fazê-lo sem prejuízo do sustento próprio ou da família, declarada nos termos da Lei n° 7.115/1983. 


 
Art. 13. Negado o pedido de acesso à informação, será enviada ao requerente, no prazo de resposta, comunicação com:  
 
I – razões da negativa de acesso e seu fundamento legal;  
 
II – possibilidade e prazo de recurso, com indicação da autoridade hierarquicamente superior ao SIC que apreciará; e 
 
Parágrafo único. O SIC disponibilizará formulário padrão para apresentação de recurso. 


 
Art. 14. No caso de negativa de acesso à informação ou de não fornecimento das razões da negativa do acesso, poderá o requerente apresentar recurso no prazo de dez dias, contado da ciência da decisão, à autoridade hierarquicamente superior ao SIC, que deverá apreciá-lo no prazo de cinco dias, contado da sua apresentação. 
 
§ 1° Verificada a procedência das razões do recurso, a autoridade hierarquicamente superior ao SIC, determinará ao mesmo que adote as providências necessárias para dar cumprimento ao disposto neste Decreto. 


§ 2°. Negado o acesso à informação pela autoridade hierarquicamente superior ao SIC, poderá o requerente interpor recurso no prazo de dez dias, contado da ciência da decisão, à autoridade máxima do município, que deverá apreciá-lo no prazo de cinco dias, contado da sua apresentação. 


 
Art. 15. A autoridade máxima do Município será representada pelo Chefe do Poder Executivo Municipal. 


 
Art. 16. Constituem condutas ilícitas que ensejam responsabilidade do agente público: 
 
I – recusar-se a fornecer informação requerida nos termos deste Decreto, retardar deliberadamente o seu fornecimento ou fornecê-la intencionalmente de forma incorreta, incompleta ou imprecisa; 
 
II – utilizar indevidamente, subtrair, destruir, inutilizar, desfigurar, alterar ou ocultar, total ou parcialmente, informação que se encontre sob sua guarda, a que tenha acesso ou sobre que tenha conhecimento em razão do exercício das atribuições de cargo, emprego ou função pública; 
 
III – agir com dolo ou má-fé na análise dos pedidos de acesso à informação; 
 
IV – divulgar, permitir a divulgação, acessar ou permitir acesso indevido a informação classificada em grau de sigilo ou a informação pessoal; 
 
V – impor sigilo à informação para obter proveito pessoal ou de terceiro, ou para fins de ocultação de ato ilegal cometido por si ou por outrem; 
 
VI – ocultar da revisão de autoridade superior competente informação classificada em grau de sigilo para beneficiar a si ou a outrem, ou em prejuízo de terceiros; e 
 
VII – destruir ou subtrair, por qualquer meio, documentos concernentes a possíveis violações de direitos humanos por parte de agentes do Estado. 
 
§ 1°. Atendido o princípio do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, as condutas descritas no caput serão consideradas, para fins do disposto no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais, infrações administrativas. 
 
§ 2°. Pelas condutas descritas no caput, poderá o agente público responder, também, por improbidade administrativa.  


 
Art. 17. A pessoa física ou entidade privada que detiver informações em virtude de vínculo de qualquer natureza com o Poder Público e deixar de observar o disposto neste Decreto, estará sujeitos ás seguintes sanções: 
 
I – advertência; 
 
II – multa; 

III – rescisão do vínculo com o Poder Público; 
 
IV – suspensão temporária de particular em licitação e impedimentos de contratar com a administração pública por prazo não superior a 2 (dois) anos; e 
 
V – declaração de idoneidade para licitar ou contratar com a administração pública, até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade. 
 
§ 1°. As sanções previstas nos incisos I, III e IV poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso II, assegurando o direito de defesa do interessado, no respectivo processo, no prazo de 10 (dez) dias. 
 
§ 2°. A reabilitação referida no inciso V será autorizada somente quando o interessado efetivar o ressarcimento dos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no inciso IV. 
 
§ 3°. A aplicação da sanção prevista no inciso V é de competência exclusiva da autoridade máxima do município, facultada a defesa do interessado, no respectivo processo, no prazo de 10 (dez) dias da abertura de vista.  


 
Art. 18. Os anexos I, II e III, fazem parte integrantes deste Decreto. 


 
Art. 19. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário. 


 
                                   GABINETE DO PREFEITO DO MUNICÍPIO DE GUANAMBI, em 20 de outubro de 2020. 
 
 
                                                         Jairo Silveira Magalhães

Prefeito do Município de Guanambi